10 práticas consideradas como violência obstétrica

10 práticas consideradas como violência obstétrica

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A violência às mulheres se manifesta de diferentes maneiras. Veja abaixo 10 práticas consideradas como violência obstétrica.

A violência obstétrica é um tipo de violência contra a mulher que pouco se fala. Isto implica uma prática muito agressiva e inclusive deixa sequelas que pode afetar ao longo da vida da mulher.

História de uma violência obstétrica

História de uma mulher que teve o primeiro filho com 16 anos e desconhecia muitas coisas.

“Durante a gravidez, o ginecologista que me acompanhava em uma clínica paga era o mesmo que devia me atender uma vez que eu estivesse em trabalho de parto. Para minha surpresa, com a data se aproximando ele me disse que viu no ultrassom que a passagem dos alimentos para o bebê estava obstruída e, portanto, seu crescimento tinha parado, e que também devido a minha pouca idade era melhor que eu tivesse uma cesariana programada.”

“Como eu disse, eu não sabia muito a respeito e o ginecologista também atendia minha sogra, que foi quem o me recomendou, então não me ocorreu pedir uma segunda opinião.”

“Uma vez praticada a cesariana e depois de recuperada (tirando o fato que quase morri durante a operação, motivo que até hoje desconheço) falando com outras 6 mulheres que também tinham feito cesariana no mesmo dia que eu, todas tiveram o mesmo problema e outra coincidência maior: as 7 teriam data provável do nascimento natural justamente na semana em que o ginecologista tiraria férias.”

10 práticas consideradas como violência obstétrica

“O final desta história muito resumido é que não tomei medidas contra ele, mas por causa disso eu não pude dar à luz naturalmente aos meus outros dois filhos. Com o segundo bebê me deram a possibilidade de esperar, mas não consegui e tiveram que praticar a cesariana. Mas com o terceiro eu fui obrigada a passar por cesariana e quase me obrigaram também a ligar as trompas. Tive que assinar um documento dizendo que não iria autorizar a ligadura das trompas.”

Não se cale!

A lei de violência obstétrica deveria ser reconhecida a nível mundial. Porque nosso corpo pertence só a nós, por isso, se você viver uma situação semelhante ou alguma das coisas que vou citar abaixo você está no seu direito de denunciar.

• Práticas de violência obstétrica
• Falta de conhecimento sobre as necessidades da mulher e da dor
• A recusa de tratamento
• Práticas invasivas
• Humilhação verbal
• Não fornecer atendimento médico por falta de pagamento
• Violência Física
• O uso desnecessário de medicamentos
• Tratamento desumanizante
• A discriminação ou humilhação, por motivos de raça, origem étnica ou econômica, idade, ter HIV, ou por sexo.

Portanto, se em algum momento você sofreu algum tipo de violência obstétrica, tome coragem e denuncie.

Nascer no Brasil: Parto, da violência obstétrica às boas práticas