Quais são as consequências do aborto espontâneo?

Quais são as consequências do aborto espontâneo?

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Você já considerou quais são as consequências emocionais que uma mulher enfrenta depois de ter um aborto espontâneo? Hoje vamos falar sobre isso e dar algumas dicas para superar essa lamentável perda.

Um aborto espontâneo é aquele em que a gravidez é interrompida devido a várias causas naturais. Normalmente, ocorre quando o feto ainda não consegue sobreviver fora do útero da mãe. Infelizmente, é um fato que acontece com muitas mães, gerando uma situação traumática e devastadora na família.

Cerca de 20% das gestações detectadas acabam resultando em abortos espontâneos, embora haja especialistas que alegam que, na realidade, até uns 50% das gestações terminam em aborto, já que em alguns casos nem mesmo a mãe sabia que estava grávida.

Depressão pós-aborto espontâneo: consequências emocionais

Quanto mais avançada a gravidez, maior é a ilusão dos pais de dar as boas-vindas ao seu bebê para o mundo, portanto, um aborto natural pode resultar muito angustiante e devastador. Em muitos casos, essa situação acaba levando a uma irremediável depressão pós-aborto, que deve ser tratada por especialistas.

Normalmente, os abortos espontâneos não têm consequências físicas para as mães. O mais provável é que apareça um período menstrual após quatro ou seis semanas do aborto, inclusive pode voltar a engravidar após um período normal.

No entanto, existem consequências emocionais. Especialistas no assunto têm determinado que as mulheres muitas vezes entram em uma fase complexa de negação em que os danos da perda fetal é muito presente, tanto que, muitas vezes, se recusam a ficar grávida de novo.
Quais são as consequências do aborto espontâneo?
A depressão, por outro lado, é um dos estágios mais comuns. Muitas mulheres que sofreram abortos espontâneos, especialmente em estágios avançados, entram em um estado de depressão difícil de superar. Nestes casos, as mulheres devem receber todo o apoio e ajuda possível da família e amigos íntimos, para acabar aceitando o fato irremediável e voltar a sentir-se em paz consigo mesmas. Quando isso acontece, a recuperação é absoluta.

O processo pode ser longo: pode durar inclusive mais de cinco anos, já que superar uma tristeza profunda nem sempre é fácil. O tempo será o maior aliado, juntamente com o amor da família e dos amigos e se o caso exigir, a ajuda profissional será necessária. Os médicos podem prescrever antidepressivos ou aconselhar terapias cuja finalidade é demonstrar que o aborto espontâneo em questão não é um caso isolado. A mesma coisa aconteceu com muitas mães e todas seguiram em frente. Nunca se culpe por algo que, como o próprio nome sugere, é espontâneo. Essas terapias reforçam a auto-estima da mulher e a motivam a buscar um novo bebê.

Em qualquer caso, é importante enfatizar que não é verdade que toda mulher grávida que já sofreu um aborto espontâneo, sofrerá de novo. Pelo menos 90% das mulheres que sofreram tiveram gestações normais posteriormente. Apenas 2% das mulheres podem ter abortos repetidos, que é conhecido como aborto recorrente. Os médicos asseguram que se trata de uma resposta auto-imune.

No caso de você já ter sofrido mais de um aborto, o melhor será parar de tentar conceber e consultar com um especialista, para que faça diferentes testes para determinar a causa exata desses abortos.