Gravidez ectópica: causas, sintomas e tratamentos!

Gravidez ectópica: causas, sintomas e tratamentos!

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A gravidez ectópica é quando o embrião se implanta fora do útero, nas trompas de Falópio, no ovário ou na cavidade abdominal. Quais são as suas causas? Como se diagnostica? Que tratamentos existem? Descubra tudo abaixo sobre gravidez ectópica: causas, sintomas e tratamentos! E acabe com todas as suas dúvidas.

A gravidez ectópica ou extrauterina ocorre quando o embrião se implanta fora da cavidade uterina e começa a crescer fora do útero. Em determinadas ocasiões, o embrião se implanta e se desenvolve nas trompas, no ovário ou na cavidade abdominal.

O que é gravidez ectópica?

Uma vez fecundado na trompa, o óvulo inicia a divisão celular e começa o caminho até a cavidade uterina, onde nidifica na mucosa preparada pelos hormônios. No entanto, um obstáculo pode bloquear o caminho do óvulo fecundado e mantê-lo na trompa. A implantação do óvulo nas trompas de Falópio é o caso mais comum de gravidez extrauterina. Nesse caso, o óvulo se desenvolve e nidifica nas paredes da trompa, muito mais frágeis que as do útero, onde busca vasos sanguíneos para nutrir-se.

O sangue se acumula na trompa, já dilatada pela presença do óvulo. Nessa situação, o óvulo, desnutrido e submetido à ação das contrações das trompas, se desprende das paredes e morre rapidamente. É neste momento, quando a trompa se rompe e provoca uma hemorragia abdominal.

Até poucos anos atrás, as gravidezes ectópicas ocorriam uma em cada 200 casos. No entanto, na atualidade, os casos de gravidez ectópica estão aumentando.

Causas da gravidez ectópica

Este tipo de gravidez ocorre quando, por uma razão ou outra, o óvulo fecundado não consegue atingir o útero para se implantar e crescer. Veja abaixo as diferentes causas que a geram:

– O óvulo pode ter dimensões desproporcionais em relação ao diâmetro da trompa, não podendo desprender-se até o útero.
– O deslocamento do óvulo pode ser lento, não chegando ao útero.
– A trompa pode apresentar uma restrição anormal, não permitindo a passagem do óvulo.
– Alguns fatores podem favorecer o bloqueio, como as conseqüências de possíveis salpingites (infecção das trompas), intervenções cirúrgicas das trompas, gravidezes ectópicas anteriores ou malformações congênitas.

Gravidez ectópica sintomas

Os sinais de uma gravidez extrauterina podem ocorrer nas primeiras semanas de gravidez. Os sintomas da gravidez ectópica mais comuns são:

– Dores constantes em apenas um lado do abdômen. Essas dores são mais ou menos agudas e ocorrem durante o primeiro trimestre da gravidez. Podem ocorrer isoladas ou acompanhadas de náuseas, tonturas e distúrbios intestinais ou urinários.
– Os sintomas típicos de uma hemorragia interna (palidez, pressão baixa) também são comuns.
– Quando a ruptura da trompa é repentina, a dor abdominal é intensa e se produz uma hemorragia na cavidade abdominal. Além disso, a grávida mostra uma palidez visível, ritmo cardíaco acelerado e pressão sanguínea tão baixa que não pode ser medida.

Como uma gravidez ectópica é diagnosticada

É fundamental um diagnóstico precoce para evitar consequências graves. A gravidez ectópica pode ser confirmada mediante um exame ginecológico completo, estudos laboratoriais (por exemplo, exames de sangue) e um ultra-som.

Tratamentos de gravidez ectópica

Os tratamentos para a gravidez extrauterina podem ser de dois tipos: cirúrgico ou farmacológico. Depende da clareza do diagnóstico, do tamanho do embrião e das técnicas disponíveis. No entanto, apesar dos progressos, pelo menos por enquanto, ainda não foi possível reposicionar o óvulo no útero. Portanto, o objetivo dos tratamentos é interromper a gravidez extra-uterina.

Tratamento farmacológico

Interrompe a gravidez e permite a reabsorção do tecido que provoca a erosão das paredes da trompa. Um dos últimos avanços neste campo é uma única injeção intramuscular de metotrexato. Até dois ou três anos atrás, as injeções eram mais numerosas e as doses mais altas.

O tratamento farmacológico tem numerosas vantagens em relação à intervenção cirúrgica: atua a tempo e é indolor. No entanto, quando a medicação não é a melhor opção para tratar a gravidez ectópica, o tratamento mais adequado é a cirurgia.

Os remédios são contra-indicados quando a gravidez ectópica está muito avançada, quando há dores intensas ou hemorragias internas, quando a mãe está no período de lactação ou quando possui determinadas doenças que fazem com que a medicação não seja uma boa opção.

Tratamento cirúrgico

Se apresentar um quadro clínico estável e o embrião for pequeno o suficiente, pode ser removido através de um procedimento chamado salpingotomia. Se trata de uma intervenção cirúrgica que consiste na incisão da trompa, extraindo o óvulo fecundado do interior, mediante laparoscopia. Três pequenos cortes são feitos no abdômen, que permitem reduzir o tempo de convalescença apenas 24 horas.

Este método conserva intacta a trompa. No entanto, se a trompa sofreu muito dano ou se há hemorragias graves, pode ser necessário removê-la.

A salpingotomia é contra-indicada nos casos em que, por exemplo, há muito tecido cicatricial no abdômen, hemorragias intensas ou o embrião é muito grande. Neste caso, se deve recorrer à uma cirurgia abdominal maior.